Iemanjá

Ao criar o mundo, Olorum definiu os poderes e os trabalhos de cada Orixá. Para Iemanjá sobraram apenas as tarefas domesticas da casa de seu esposo Oxalá.

Muito chateada por ter sido esquecida, desatou a reclamar dia e noite nos ouvidos do marido. Aonde Oxalá ia, Iemanjá ia atrás reclamando em altos brados, durante meses e meses.

Tantas foram as queixas de Iemanjá que Oxalá enlouqueceu e já não sabia fazer mais nada, abandonou suas atribuições e ficava a cantarolar musicas sem sentido totalmente alheio ao mundo.

Diante disso a esposa desesperou-se. Sabia que não seria perdoada por Olorum e o castigo deste seria terrível. O mundo precisava muito da atenção e dos cuidados de seu marido. Arrependida, passou a cuidar do Ori do seu esposo com banhos e muitas comidas, sempre feito com carinho e amor.

O desvelo dela foi tão grande que Oxalá curou-se. Olorum então, reconhecendo o bem que Iemanjá proporcionou a humanidade, deu-lhe o poder de cuidar dos Oris de todos os homens da terra. Assim ela passou a ser a dona de todas as cabeças e a receber sacrifícios como todos os outros Orixás.

Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos ate demais, mas, quando se enfurecem ,são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos.

Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente, as filhas de Iemanjá tem dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.

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